Sobre os tempos de ler pouco e dize muito...

Vasculhando aqueles anos, caras legais nunca tinham vez.
Num cabo elétrico logo acima da rua
Eu e você nos encontrávamos.
Besouros ricocheteavam como pedras.
Com os faróis apontados pro amanhecer
Estávamos certos de que nunca veríamos um fim praquilo tudo.
E eu nem me importava de me livrar daquela velha blusa azul.
E nós nem sabiamos
Onde nossos ossos iriam descansr.
Virariam pó, suponho.
Esquecidos e absorvidos pela terra.
Sacaneávamos os ociosos e entediados.
Eles nem tinham certeza do que nós tínhamos guardado.
A Cidade-Morfina cobrava taxas
Pra ver que nem nos importávamos, de tão cansados que estávamos.
Sentíamos a influência na terra das milhares de culpas.
E do cimento derramado, lamentado e afirmado.
Nos faróis e cidades da Terra.
Mais rápido do que a velocidade do som,
Mais rápido do que pensávamos que iríamos.
Cobertos pelo som da esperança.
Justine nunca conheceu regras,
Se Uniu aos Dementes e Doentios.
Desculpas nem precisavam ser pedidas,
Te conhecia melhor do que você fingia achar
Pra notar, que nós nem nos importávamos de nos livrar daquela velha blusa azul.
A rua intensificava a importância de ecoar.
Como dava pra ver não havia ninguém por perto.

Texto baseado na música 1979 do Smashing Pumpkins...

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