Matando sonhos...

Chega aquele momento da vida adulta onde percebemos que nossa bagunça interna é maior que a externa... Que nada é realmente aquilo que queríamos que fosse... Percebemos que aqueles sonhos já morreram e que nós estamos, talvez, mais mortos que eles...

Sempre chega aquele dia em que a ficha cai e nos vemos mais como peças da mobília que donos da casa... A vida é mesmo muito chata e mostra que a depressão é mais real que o folhear do calendário... Sim, depressão é mais corriqueiro que respirar para certas pessoas...

Morremos lentamente a cada dia de adulto... Não por que vamos abandonando os sonhos, mas por que as pessoas que escolhemos para envelhecer vão nos matando... Pouco a pouco, a cada sonho abandonado é um pouco da alma que é jogado fora e chegamos aquele dia em que até respirar se torna mais difícil que seguir em frente...

Eu nunca pensei que um dia chegaria a isso, mas cheguei e escutar velhas músicas carregadas de lembranças boas não resolvem nada, ao contrário, só fazem piorar... 

Saudades

Hoje eu me peguei sentindo saudades, não uma saudades daquelas que arrebenta o coração e pula pela garganta, mas uma saudade sutil e meio sem querer, como quando você estica o pescoço e coloca a cabeça no corredor principal a fim de ver o que estão dizendo sobre você...

É uma saudade meio estranha e, ao mesmo, tempo confortável... Não um confortável como quando sentávamos naquele velho banco em frente ao rio e bebíamos vinho barato ao som de um violão muito bem afinado até de manhã...

Acho que o que estou tentando dizer é que sinto saudades dos antigos comentários em blogs, de roubar lâmpadas e jogar em um boxe do banheiro do primeiro andar... Acho que sinto falta mesmo é de vagar pela madrugada, voltando para casa, cantando a ultima moda, em alto e bom som, a letra errada que insistíamos em querer estar certa...

Hoje eu me peguei sentindo saudades, não uma saudades daquelas que uma música faz chorar e aperta o peito, mas uma saudades estranha, bem ao tom de Deja Vu, como quando passo pela calçada que leva ao anfiteatro ou quando retiro, por praxe, o cartão velho da biblioteca.

Hoje eu já percebo, e aprendi amargamente, que o passado é como uma borboleta e quando a tocamos demais, suas asas ficam fracas e ela nunca mais consegue voar... Então, hoje, deixo que o passado voe livre, mas, mesmo acreditando piamente nisso, ainda me pego triste esticando a mão rumo a borboleta...

Eu não tenho a alma covarde

Recordo-me por inúmeras vezes de passar pelos corredores da escola e pensar o quão eu possa ser parecido com um vulto do século XIX... Lembro sempre daquela platéia me olhando dizer essas poucas linhas que tanto me definiram e que agora eu necessito resgatar... Não apenas as palavras, mas o sentimento também... pois...

Eu não tenho a alma covarde, pois frente aos vendavais, eu nunca tremo:
O Paraíso brilha, arde, como a fé, pela qual eu nada temo.

Deus, meu peito Te abrigou. Deidade poderosa e onipresente!
Vida – que em mim repousou. Como eu – Vida Imortal – em Ti, potente!

Movem-nos o peito em vão. Mil credos que não são mais do que enganos;
Sem valor, brotos malsãos. Ou a ociosa espuma do Oceano,

A pôr dúvidas num ente. Pego assim pela Tua infinidade;
Preso tão seguramente na firme rocha da imortalidade!

Com o amor de um grande enleio Teu espírito o tempo eterno anima,
Para cima e de permeio. Muda, apoia, dissolve, cria e ensina.

Se a Terra e a lua findassem. Se não houvesse sóis nem universos,
E se, só, Te abandonassem, haveria existência em Ti, por certo.

A Morte não tem lugar, nem pode um único átomo abater:

És o Sopro mais o Ser e Nada pode jamais Te exterminar.


Obs.: Pensamentos compartilhados e delirados por duas mentes por eternidades separadas... Emily Brontë e seus devaneios modernos...

Colecionando tranqueiras e um pouco mais...

Desde muito cedo e gostei de colecionar... lembro de inúmeras vezes levar cascudo de minha mãe por trazer pedra ou pedaço de plástico pra casa - infelizmente minha mãe teimava em dizer que era lixo. Até que um dia comecei a colecionar, finalmente, algo mais saudável... Selos...

Foi na mesma época que eu comecei a colecionar livros... eu só queria que minha vontade de colecionar tivesse parado por aí, nos selos e livros, pois minha casa está parecendo um centro de reciclagem em dia de feira de festa, cheia de entulhos...

No vídeo a baixo você pode ver minha bagunçada coleção de selos e saber como começou essa louca jornada por cartas e correios...


E esta semana começou um pouquinho mais triste...

E esta semana começou um pouquinho mais triste, como vocês já sabem, no ultimo dia 17 de junho faleceu Ruben Aguirre, o nosso eterno Professor Girafales... Ruben não foi o primeiro e nem o ultimo que irá nos deixar, então, nesta singela homenagem, vamos relembrar alguns dos integrantes da turma mais amada da TV brasileira que, infelizmente, partiram nos deixando com algumas lágrimas e um pouco de tristeza quando lembramos de nossa infância...


Janes e o Guia em uma sexta a noite...


Sexta a noite e eu aqui no quarto... é até estranho isso e quem diria que eu, em plena sexta a noite, estaria em casa ouvindo Janes, sem café, procurando vídeos sobre exercícios em esteiras na internet?

Certo que o quarto lindo como está me faz querer nunca sair daqui... exceto pra comprar comida, aí sim eu iria correndo porta a fora... ahah...

Minhas poucas prateleiras estouraram de tanto livro que eu teimo em empilhar ali... Hoje eu já conto quatrocentos livros... Quatrocentos... se fosse na época de escola eu não diria que um dia eu teria tudo isso... Minha única vontade é ter tempo e coragem de ler tudo...

Falo em desejar coragem olhando para a coleção Game of Thrones que entulha ali do lado e eu sem força pra continuar... ahah... é muito chato...

Mas nesse mês tão lindo e inspirador eu tive que retirar da prateleira o Guia do Mochileiro... esse sim eu tive que pegar pra reler e minha toalha já está prontinha pra esse final de noite Não entrar em pânico...

Afinal, quem um dia iria dizer: Kim Sousa, em casa na sexta? Só se for por algum livro...

Obs.: Janes cantando To Love Somebody já está me deixando sem ar, isso ou a fome louca que eu to sentindo... ahah

Tentando me acalmar e um pouco mais de felicidade...

Chega um dia que vemos mais que um sorriso sincero no espelho do banheiro... vemos algo que assusta... os cabelos brancos que agora carrego comigo por toda parte me faz lembrar que a vida é muito injusta... Afinal, por quê não podemos ser eternos?

Gostaria, primeiramente, de agradecer a todos os amigos que me desejaram felicidade no dia de ontem, meu momento de envelhecimento precoce demais por meu gosto... ahah... Abraço amigos e infelizmente não tem mais bolo... comi todo... ahah...

É difícil envelhecer sem motivo algum e logo eu que sempre desejei viver pra sempre me deparo caminhando rumo a terceira década da minha vida e isso chega a da medo... E todos os livros que planejei ler? E todos os lugares que planejei conhecer? Será que vai dar tempo?

Minha cabeça amanhece, hoje mais ainda, a mil e nada parece me acalmar... Certo que sempre foi assim, mas a idade trás certas restrições ao corpo e esse tipo de sentimento faz minha pressão subir e o coração palpitar rápido, logo vem o medo de um ataque cardíaco...

Estão vendo? O medo me afetando de novo?

Pois é, parece que nada me acalma... já tentei meditar, suco de maracujá e até assistir a peixes monótonos indo de um lado a outro em uma caixa de quinze litros, mas isso só me tornou claustrofóbico dentro de mim mesmo...

A única coisa que quero fazer agora é explodir... explodir de dentro pra fora e, depois, tentar me juntar de novo e ver se isso me acalma... Mesmo sabendo que isso não irá funcionar, eu vou tentar... 


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